Abriu a época de caça ao Golf GTI e a maior ameaça vem de uma marca do mesmo grupo, a Seat, que reforçou o seu Leon Cupra, chegando agora aos 300 cv.

A renovação do Leon Cupra trouxe uma subida de potência até aos 300 cv, por um preço base de 45 078 euros, já com caixa DSG de seis relações, uma proposta que fará pensar quem olhar para um Golf GTI DSG, que no último “restyling” subiu aos 245 cv (com Performance Pack) e custa 50 327 euros. E isto sem entrar na discussão do equipamento.

Ao contrário do que aconteceu no passado, este Cupra é tão discreto que corre o risco de passar por um Diesel, mas basta ligar o motor para perceber que não é, sobretudo quando se passa ao modo de condução Cupra, que o faz roncar mais alto. A resposta a baixo regime é muito civilizada, a DSG suave e a suspensão passa nos maus pisos com enorme compostura, sobretudo no modo mais suave dos amortecedores pilotados. Sente-se que a rigidez estrutural é muito elevada, o que é sempre bom para a suspensão fazer o seu trabalho. Com espaço para cinco ocupantes e mala de 380 litros, este Cupra até pode funcionar como familiar, aceitando a dificuldade de acesso típica das três portas.

Os pneus Pirelli PZero são uma boa escolha para um condutor que não faça bastantes quilómetros rápidos em estradas com muitas curvas. Se o fizer, a degradação das borrachas é acelerada, mas é difícil resistir aos 300 cv e à caixa DSG, que em conjunto lançam umas detonações espetaculares, a cada passagem em carga máxima. A aderência da frente é suficiente para rápidas entradas em curva, antes que chegue a subviragem e obrigue a levantar o pé. Quando se reacelera, é preciso dosear o pedal, para não entrar em perdas de tração. O diferencial autoblocante eletrónico faz o que pode, mas só até um certo ponto. Em opção, é sempre possível travar mais tarde que o habitual, já a entrar em curva, para enviar a traseira numa deriva discreta que permite diminuir o ângulo de rotação do volante e acelerar mais cedo. Na prática, isto é menos espetacular do que parece. O que a Seat não conseguiu resolver foi a “sede” do 2.0 TSI, que facilmente passa dos 20 l/100 km em condução desportiva. Em cidade, fica-se pelos 10 litros e faria ainda menos, se a caixa DSG tivesse modo bolina.

Assine Já

Edição nº 1458
Já nas bancas

Digital Papel

Top

Os mais recentes