O mercado dos Premium é dominado pelos Diesel, mesmo entre os compactos. O Lexus CT200h, renovado de aspeto e forma, continua a remar contra a corrente para se impor.

Segundo as contas da Lexus, em 2013 venderam-se 9721 automóveis Premium em Portugal. Desses, apenas 97 são a gasolina, correspondendo a 1% da quota – precisamente a mesma dos híbridos. Num mercado ditatorialmente dominado pelos Diesel, o Lexus CT200h continua a remar contra a maré, em dois sentidos: porque é híbrido; e porque o motor de combustão que usa é um 1.8 a gasolina. É um Hybrid Synergy Drive idêntico ao do Toyota Prius, como sempre foi, mas agora com uma curva de aceleração melhorada para colmatar o “efeito-CVT” da transmissão por trem epicicloidal: em situações de meia-carga de acelerador ou a fundo numa retoma de velocidade, a progressão da rotação é mais linear. Não elimina de todo o alvoroço do motor a gasolina, que ainda vocifera bastante, mas torna-o mais coerente com o aumento de velocidade. O isolamento acústico melhorado tem, diga-se, um efeito francamente melhor para o que ocorre na primeira metade do taquímetro, de modo que, na maior parte dos passeios a velocidades moderadas mal se escuta o 1.8 Atkinson.

Entre o anterior CT e este, a Lexus operou algumas alterações estéticas, trouxe novo equipamento e fez reforços estruturais na base dos pilares, nas travessas inferiores e nas cavas das rodas. Ficou mais reativo à direção, sobretudo com este visual F-Sport, com as jantes de 17” e os pneus baixinhos, mas tem o revés de confirmar ser pouco brando de amortecimento. Os consumos não pioram substancialmente, embora, no ambiente em que o CT200h mais à vontade está – na cidade e forçando o modo EV – a média tenha subido para longe dos valores medidos com jantes de 15”.

 

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