O patrão da FCA não está convencido que seja economicamente viável produzir carros elétricos, no cenário atual. E deu como exemplo a Tesla.

Sergio Marchionne defende que os elétricos atuais não são tão limpos como as pessoas pensam. O responsável máximo pela Fiat Chrylser Automobiles (FCA) não está convencido que os elétricos de hoje sejam a solução, considerando que a produção de modelos elétricos ainda não é economicamente viável e deu a Tesla como exemplo. “Por muito que goste de Elon Musk, e ele é um bom amigo e tem feito um excelente trabalho na promoção da Tesla, não estou convencido do modelo de negócio da marca”, confessa Marchionne.

Ouvido pelos jornalistas, o gestor italiano diz que é extremamente importante ter em conta a energia e os combustíveis fósseis que são precisos para construir este tipo de carros. “Penso que enquanto não analisarmos a origem da energia elétrico, como arranjar baterias para esses carros, o que custam em termos de CO2 e para o ambiente, a ideia que os elétricos é que salvarão o planeta é absurda”, reforça. “Se a base da produção da energia elétrica for nuclear, não tenho nada a opor. Mas apoiarmo-nos nos combustíveis fósseis para o fazer, é um problema”, diz o gestor italiano.

Recorde-se que a Fiat vende na Califórnia o 500e, uma versão elétrica do citadino. Contudo, foi o próprio Sergio Marchionne a pedir para ninguém comprar o carro uma vez que o fabricante perde dinheiro com cada unidade comercializada. Apesar destas afirmações, a FCA prevê “eletrificar” alguns modelos nos próximos anos, com Maserati a liderar o processo a partir de 2019.

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